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04 janeiro 2010

Avatar

Finalmente consegui assistir "Avatar". O filme é realmente tudo o que estão falando por aí...

Trata-se de um épico de ficção científica, escrito e dirigido por James Cameron. Humanos chegam a Pandora na intenção de explorar as reservas de um mineral muito valioso e entram em conflito com uma raça nativa de grande porte, os na'vi.

Os que assistem filmes procurando grandes atuações ficarão desapontados. A estrela de Sigourney Weaver (protagonista de "Alien, o Oitavo Passageiro" e sequências), o rosto mais famoso do elenco, não brilha muito na trama. Mas os que conseguirem superar a frustração da falta de estrelas poderão se deliciar com um êxtase visual tão intenso que deixa perplexo. Em "Avatar", a experiência visual é tão impactante que os atores se tornam coadjuvantes do cenário e fotografia. A fauna e flora fantásticas de Pandora é surpreendente e bela. Insetos florescentes voam na noite, flores de luz se abrem e se escondem, musgos cintilam na escuridão quando tocados e criaturas ferozes e curiosas entram e saem de cena o tempo todo. O bacana é que tudo é muito verossímil! Dá ao expectador a impressão de vislumbrar um mundo totalmente diferente, mas um mundo real, existente em algum lugar perdido. Essa sensação de realidade é corroborada pelo cuidado e competência com que a cultura na'vi é construída e apresentada no filme. Mais do que criar um idioma e colocar nos lábios dos nativos, foi desenvolvida toda uma identidade cultural: ritos de passagem, casamentos, lendas de antepassados, religião... O expectador consegue perceber a cosmovisão na'vi e acompanhar a trama envolvendo-se cada vez mais.

O final do filme é previsível, isto é verdade, uma mistura de desfecho holywoodiano com um toque de Disney. Mas , mesmo com a presença dos velhos clichês, a produção ainda consegue ser imperdível e apaixonante. Vale a pena!

Boa pedida para assistir com a namorada, ou mesmo com um bando de sobrinhos pentelhos... De preferência em cinema 3D.

05 outubro 2009

O Iluminado

Finalmente assisti ao filme "O Iluminado" (The Shining, USA,1980). Que porcaria de cinéfilo sou eu se nunca tinha assistido a um clássico como este? O filme é baseado num livro do Stephen King. Conta a história de um homem contratado como zelador de um hotel em baixa temporada que, isolado com sua mulher e filho, gradualmente enlouquece enquanto forças sobrenaturais começam a perseguí-lo. Com direção de Stanley Kubrick (Spartacus / Laranja Mecânica / De olhos bem Fechados) e com Jack Nicholson no elenco.

Apesar do filme ter 29 anos de idade... continua fantástico! A Atuação do Jack Nicholson é fenomenal! A expressão de loucura no rosto dele é perfeita. Adorei! Tive meus momentos de medo e apreensão!

Já fiz minha irmã assistir ao "Sexto Sentido". Agora vou fazê-la assistir também "O Iluminado".

23 julho 2009

De Encontro com o Amor

"De Encontro com o Amor" (Shadows In The Sun, 2004) é um co-produção francesa, italiana e inglesa leve e deliciosa. Um bom filme para se assistir a dois num dia de chuva, de preferência debaixo de um edredon e tomando ou comendo algo quente. A maior parte da história foi filmada na bela região italiana de Toscana (quem não se lembra do filme "Sob o Sol de Toscana" (EUA, 2003)?). A beleza natural e a paisagem rústica foram muito bem exploradas e valorizadas em fotografias e cortes de gosto refinado que enchem os olhos por quase todo o tempo dos 94 minutos de duração do filme.

A trama é envolvente e encantadora, com pitadas de um humor discreto e sutil, natural, bem inteligente. Conta a história de Jeremy (Joshua Jackson, o "Pacey" de Dawson's Creek), um jovem editor e aspirante a escritor, que vai à Itália com a missão de convencer um famoso escritor traumatizado pela morte de sua mulher (Harvey Keitel) a voltar a escrever e acaba se apaixonando por sua filha (Claire Forlani, de "Encontro Marcado", 1998.)

O filme tem boas atuações dos atores e deixa um gostinho de "quero mais" na boca...
Eu recomendo. Uma ótima pedida para quem ainda não decidiu o que pegar na locadora para o fim de semana.

03 maio 2009

Um pouco de cinema francês...

Acabo de assistir a um filme fantástico. Trilha sonora bem gostosa. Boas atuações. Belas paisagens e enredo envolvente, com direito até a citações de "O Pequeno Prìncipe", de Saint-Exupéry. Sabe esses filmes que a gente assiste e dá um buraco gostoso no peito? Pois é...

O Nome do filme é "Meu Melhor Amigo" (Mon Meilleur Ami, França, 2006). Um comerciante de artes sai de um funeral e comenta com os colegas de trabalho que assustou-se pois só haviam 7 pessoas na cerimônia. Sua sócia e os demais o confrontam para que não se assuste, pois no velório dele pode não haver ninguém, já que ele só se interessa por objetos e não por pessoas. Ao ser questionado sobre seus amigos, o marchand descobre que não tem nenhum, então sua sócia o desafia a apresentar seu melhor amigo em 10 dias ou perder um vaso grego valiosissimo.

Filme belíssimo! Vale a pena demais assitir! O final, como se pode esperar de um bom filme francês, não é nada como os velhos clichês hollywoodianos. Eu recomendo.

27 abril 2009

Esse meu sangue latino...


Estou numa fase de cinema latino. Não sei bem como começou. Sei que assisti "Fale com Ela" (Hable con Ella, Espanha, 2002), e não consegui mais parar... Neste fim de semana assisti "Volver" (Espanha, 2006), também do Almodóvar,com a bela Penélope Cruz. Engraçado como a gente se acostuma com as coisas e estranha o novo. Estava tão habituado com Penélope Cruz falando em inglês que achei horroroso ouví-la em sua língua materna (o espanhol), mas o filme vale a pena demais. A trama é muito bem feita. Passei o filme todo querendo saber se uma personagem tinha morrido ou não e inventava mil desfechos possíveis a cada desdobramento do enredo. Minha imaginação é terrível! Almodóvar sabe contar uma história com uma sensibilidade fantástica. Recomendo.

"Amores Brutos" (Amores Perros, México, 2000) foi outro filme que assisti. As histórias entrelaçadas parecem uma colcha de retalhos. O estilo lembra até o recente norte-americano "Ponto de Vista" (Vantage Point, USA, 2008), com os flashbacks e a história recomeçando sob outras perspectivas. É um filme sangrento, cheio de pessoas e lugares feios, tenso, os locações dão uma idéia de sujeira que parece até que dá para sentir o fedor, mas vale a pena também. Bem alternativo pro meu gosto, mas não posso falar mal, posso dizer que é , no mínino, interessante. Do México assisti também " O Labirinto do Fauno" (El Laberinto del Fauno, México, 2006), famoso ganhador de 3 Oscars (Direção de arte, fotografia e maquiagem). Os prêmios da Academia são merecidos e por si só já valem como incentivo para assistir ao filme. A fotografia então é de tirar o fôlego em algumas partes e a maquiagem é super realista e convincente. Achei a atuação do tal general e da menininha bem aquém do que esparava, mas a história me agradou por demais, embora eu tenha terminado de assistir com um nó no peito.

Ainda tenho à minha espera aqui o filme argentino "El Hijo de la Novia" de 2001. Pela sinopse parece ser uma mistura de drama e comédia romântica, mas ele vai ter de esperar até o próximo fim de semana... Fiz minha agenda para essa semana e não sobrou tempo para a telinha, infelizmente. Assim que puder assistir eu posto algo a respeito...

21 abril 2009

Almodóvar para principiantes...



"O amor é a coisa mais triste do mundo quando acaba."
(fala de Marcos para Lydia)

Quem ainda não assistiu ao filme, está perdendo muito! Belas fotografias, uma trilha sonora tocante (com direito a participação especial de Caetano Veloso), uma história envolvente e boas performances dos atores. Sem contar que é Almodóvar... Eu recomendo. Alguns críticos aclamaram o filme como obra-prima do cineastra espanhol! No plano semântico, o filme trata sobre relacionamentos entre homens e mulheres, retratados principalmente do ponto de vista feminino. O "plus" de "Fale com Ela" é que as mulheres em questão estão em estado de coma e suas relações com os outros protagonistas aparecem como "flashbacks". Para quem ainda não conhece Almodóvar, vale a pena começar por esse filme. Imperdível!

A citação no início do post foi traduzida para o espanhol e ficou na legenda exatamente do jeito que postei acima, mas o original é "O amor é a coisa mais triste quando se desfaz". Foi retirada de um poema de Vinícius de Morais e Tom Jobim que ganhou posteriormente versão musicalizada. Para quem ficou curioso, segue o poema original:

O amor em paz
(Tom Jobim e Vinícius de Moraes)

Eu amei
E amei ai de mim muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar
Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
A razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor
É a coisa mais triste
Quando se desfaz
O amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz


Belíssimo, não é mesmo?

24 novembro 2008

Na Natureza Selvagem


"Into the Wild" é o nome original do livro escrito por Jon Krakauer em 1996, e que conta a história verídica de Christopher McCandless.O livro foi adaptado para o cinema e chegou ao Brasil sob o título "Na Natureza Selvagem" (Into the Wild,USA, 2007),dirigido por Sean Penn e trazendo no elenco Emile Hirsch ("Show de Vizinha", "Alphadog", "Speed Racer"),a bela Kristen Stewart ("Zathura", "Os Mensageiros","Jumper"), William Hurt ("O Incrível Hulk", "Instinto Secreto") e Vince Vaughn ("Sr. e Sra Smith")dentre outros.

Após se formar, o jovem promissor Christopher McCandless abre mão de seu currículum perfeito e da chance de ingressar em Harvard e estudar direito, abandonando tudo o que possui e doando suas economias na íntegra para uma instituição de caridade. Seu sonho passa a ser alcançar o Alaska para levar uma vida "Na Natureza Selvagem", sem depender de dinheiro ou dos jogos de poder da sociedade moderna. Ao longo de sua jornada, Christopher encontra uma série de personagens que moldam seu caráter e sua vida.

A produção traz uma bela trilha sonora e paisagens perfeitas! A história é envolvente e surpreendente, ainda mais se levarmos em consideração que trata-se de algo que aconteceu e não de uma ficção.

O filme tem ao todo 2 horas e 18 minutos, mas vale a pena. Leva a refletir sobre nossos ideais, relacionamentos e lugar neste mundo.

13 novembro 2008

Mamma Mia!!!!!!




Hoje assisti "Mamma Mia". Nem o rosto encantador de Amanda Seyfried (atriz de "Meninas Malvadas" e "Alpha Dog"), com os grandes olhos azuis e o cabelo angelical, ou a presença de veteranos como Meryl Streep ("O Diabo Veste Prada"), Pierce Prosnan (007 aposentado) e Colin Firth ("O Diário de Bridget Jones")conseguiram fazer com que a produção valesse a pena. Se tiver a oportunidade de assistir de novo, vou preferir fazer qualquer outra coisa a isto.

A atuação dos atores é medíocre, ainda mais se tratando do grande elenco escalado. Parece aqueles super times que aparecem de vez em quando no Campeonato Brasileiro, que criam muita expectativa e morrem na praia... Meryl Streep cantando até ficou bacana. Já Pierce Brosnnan não. Os mais novos também não convencem: o par romântico de Sophie (Amanda Seyfried) é tão ruim que nem me dei ao trabalho de procurar saber seu nome. Não vale o esforço. Como todo, a impressão que o filme passa é de um bando de hippies velhos e arrependidos incentivados por Sophie a cantar músicas do Abba na esperança de resolver seu passado infame ou fazê-lo acontecer de novo. O elenco de dançarinos parece ter sido escalado nos bastidores de um show da Cher e a figurinista com certeza ja deve ter desenhado as melhores e mais esparafatosas roupas para as drag-queens mais exigentes de Hollywood.

O que o filme tem de bom?

1 - A oportunidade de ver a belíssima Amanda Seyfried.
2 - Ótima fotografia! O cenário paradisíaco da Ilha ajuda muito!
3 - As músicas do Abba que, por mais que sejam bregas, ainda não saíram de moda. Quem nunca cantou "Dancing Queen" em alguma festa de formatura ou casamento?

Finalmente, a coreografia e as roupas são tão esquisitas e ridículas e acabam por se tornar engraçadas. Chorei de rir em algumas cenas simplesmente por serem ridículas demais!

Se alguém quiser arriscar assistir, não diga depois que não avisei...

Deseja dica de bons musicais? Aqui estão alguns: "Chicago" (com a Reneé Zellweger e Catherine Zeta-Jones. Vencedor de 6 Oscars), "Moulin Rouge" (com Ewan McGregor, Nicole Kidman e John Leguizamo. Vencedor de 2 Oscars) e - o meu preferido - o fabuloso "O Fantasma da Ópera"! Estes valem a pena!

Até o "Hairspray" é mais interessante... Nem que seja só para ver o John Travolta atuando como mulher e dançando de salto alto, mas não perca tempo ou dinheiro com "Mamma Mia".