Talvez este tenha sido o Natal mais peculiar que já tive. Diferente de todos os anteriores, este foi passado longe dos conhecidos e familiares, longe dos cenários e sotaques a que estava acostumado. A única coisa que lembrava os natais passados era uma chuva que caía gostosamente na tarde curitibana. Desde pequeno associei Natal com chuva. Em BH sempre chove nesta época. Não guardo sequer uma lembrança natalina de estiagem, os cheiros da ceia sempre estão misturados em minha memória com o aroma de terra molhada vindo de fora...
Trabalhei na manhã do dia 24. Foi o meio expediente mais longo do ano, mas foi agradável. Já estávamos todos em clima de "Jingle Bell", desempenhando as funções desleixados e com a cabeça longe... Uns pensavam na ceia de logo mais, outros nos presentes. Eu só conseguia pensar na minha cama. Estava louco de sono. Tem feito muito calor por aqui. Um calor abafado, úmido. Durmo mal por causa disso... Aff... Já até acordei no meio da noite só para tomar uma chuveirada. Quando cheguei em casa, estava cansado até para comer. Mastiguei um pedaço de panettoni e cochilei no sofá. Já havia decidido de antemão que só coinharia para o almoço de 25/12. O restante do dia foi gasto entre cochilos, filmes e livros, além de uma boa conversa no Skype com uma querida de Brasília. Na madrugada de 25/12 fui a um forró de Natal. Engraçado este conceito de Forró de Natal. O Natal é uma época de confraternização, de família toda em volta da mesa esperando sua vez de servir, de riso, conversa fiada, amigo secreto e depois cada um caça seu rumo de casa ou quarto. Forró depois da ceia é novidade. Pelas roupas das pessoas nem parecia forró. Os forrozeiros têm um modo bem característico de se vestir: os homens de bermuda ou jeans, camisa de malha, all star no pé. As meninas de vestidinho hippie, de estampas alegres,sandália rasteirinha, flores de pano no cabelo. O público do forró de Natal chegou com roupas bem mais sofisticadas: as mulheres vestidas em comportados vestidos, salto alto, penteados elaborados. Os homens sóbrios em suas calças sociais e camisas de botão. Perfeitos "gentlemen e ladies". Ainda bem que alguns frequentadores habituais apareceram honrando os trajes de costume, como uma trupe alegre de vagabundos boêmios e me deixaram bem mais à vontade para xotear sem inibições. Até conheci duas mineiras por lá. Mas eram mineiras do Norte. A proximidade da Bahia se revelou na fala arrastada, no sotaque de cantora de axé e no suingue gostoso que só a baiana tem. Foi uma delícia dançar com elas. Quase me senti em BH, dançando com a Flavinha no Flashback depois de umas doses de cipó-cravo. No mais, eram as mesmas caras e os mesmo trejeitos no salão. Cheguei em casa exausto. O céu já estava clareando fora da janela. Dormi pouco para levantar e cozinhar. Preparei uma picanha suina assada e molho de cebolas e damascos carameliados para acompanhar. Ficou uma delícia!
O resto do Feriado foi só relaxar: cochilos, filmes, livros, playstation até dar calo no dedão. Eu precisava disso. Estava muito "High speed" nos últimos dias. Estava precisando desacelerar. Até fui ao Menina Zen, um barzinho ótimo no Hugo Lange, acompanhando o Joe. Foi bom estar ali naquele calor tomando algo gelado e ouvindo o apito do trem passando a cada uma hora. Minha mente desestressou um pouco. Agora só ficou a ansiedade de chegar logo em BH. Reveillon estarei lá... Eita dia que não chega!
As novidades são estas.... As demais, devo postar só ano que vem! Feliz 2010 para todos! Que Deus nos dê uma ano de lutas que permitam vitória e crescimento, sem nunca faltar alegria, paz, amor e diversão.
Abração
29 dezembro 2009
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