26 agosto 2009

Eu creio no perdão de pecados

Falamos muita coisa na igreja (e fora dela também) sem pensar no que estamos falando. Por exemplo, dizemos no Credo: "Eu creio no perdão dos pecados". Fiquei repetindo isso por muitos anos antes de me perguntar por que será que isso estava no Credo. À primeira vista, parece difícil valer a pena mencioná-lo. "Quando alguém é cristão", pensei comigo "é claro que acredita no perdão de pecados. É uma evidência gritante." Mas parece que quem escreveu e compilou os credos achou que essa fosse uma parte de nossa crença de que precisamos ser lembrados toda vez que vamos à igreja. Depois que me dei conta disso, se me perguntassem hoje, eu diria que eles estavam errados. Acreditar no perdão dos pecados não é, de longe, tão simples assim quanto eu pensava. A crença real nesse tipo de coisa facilmente nos escapa se não tivermos a disciplina de continuar alimentando-a.

Acreditamos que Deus perdoa os nossos pecados, mas também que Ele não o fará a menos que nós perdoemos os pecados que as outras pessoas cometem contra nós. Não há dúvida sobre a segunda parte desta declaração. Está escrito no Pai Nosso e foi fortemente enfatizado pelo nosso Senhor. Se você não perdoar, não será perdoado. Não há nenhuma parte mais clara no ensinamento de Jesus e ela não dá margem a exceções. Deus não diz que devemos perdoar os pecados dos outros por serem demasiadamente malignos ou desde que existam circunstâncias atenuantes ou algo do tipo. Devemos perdoá-los todos, não importa quão malignos, quão miseráveis e o quanto foram repetidos. Se não o fizermos, também não seremos perdoados dos nossos próprios pecados.

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Extraído do Devocional: Um ano com C.S. Lewis - Leituras Diárias de Suas obras Clássicas - Editora Ultimato, Viçosa, MG, 2003.

Li este texto hoje, apesar de ser o correspondente à data de 28/08 e gostei muito, por isso quis compartilhar aqui. Espero que ele provoque na vida de outras pessoas o mesmo impacto que provocou em mim.

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